2007-10-21

O livro, pretexto para debate sobre o PCP

A apresentação do livro "Álvaro Cunhal e a dissidência da terceira via" no fórum da FNAC de Coimbra no dia 11 de Outubro, pelo deputado Osvaldo de Castro, suscitou o interesse de algumas dezenas de participantes entre os quais algumas figuras de relevo da vida política e académica nacional e Coimbrã.
Após a intervenção do deputado Osvaldo de Castro que apresentou o livro e evocou com brilhantismo a vida política nacional em cujo contexto o livro se situa e a exposição feita pelo autor, seguiu-se um interessante debate que contou com a participação de Vital Moreira, Rui Namorado e a sindicalista Fátima Carvalho entre outros. Presentes também amigos como Carlos Cidade, Moura e Sá, José Baldaia. José Baldaia, empresário, que nesse dia enchia a capa da revista Visão como cozinheiro amador de eleição.

O debate versou nomeadamente a história do PCP e as razões da sua trajectória singular no contexto europeu, após o desaparecimento da União Soviética, onde outros partidos comunistas desapareceram ou minguaram de forma mais acelerada que o PCP.

No fim do debate, um repórter da Lusa fez uma breve entrevista ao autor de que resultou a seguinte notícia no site da RTP.

2007-10-05

Lançamento dia 11 em Coimbra

O Livro "Álvaro Cunhal e a dissidência da terceira via" vai ser apresentado no forum da FNAC de Coimbra na próxima 5ª feira dia 11 de Outubro às 21h e 30 minutos pelo deputado Osvaldo de Castro.
A primeira apresentação foi feita pelo escritor Mário de Carvalho e pelo eng. Mário Lino na FNAC do Chiado, em Lisboa, em 17 de Maio passado. A segunda apresentação, na FNAC do Porto, em 25 de Setembro, foi feita pelo dr. Joaquim Pina Moura.

Segunda edição

A segunda edição de Álvaro Cunhal e a dissidência da terceira via será distribuída em Outubro e revela o interesse por livros de memórias sobre a vida política nacional recente.

2007-10-04

APARIÇÕES

Se Zita Seabra conseguiu "ver" no Comité Central do PCP, cujas reuniões ela frequentava, a cara inconfundível deste homem, já me faz menos confusão que ela me tenha "visto" em sua casa aonde eu nunca fui.

Eis o que ZS diz em Foi Assim, na pág 342:

«os jornalistas entravam, num breve intervalo, para fotografar o Comité Central, mas os camaradas sindicalistas, dirigentes da CGTP, como José Luís Judas ou Carvalho da Silva e os do futuro partido camponês como Júlio Sebastião, um quadro do Cadaval (muito bom homem, que morreu num acidente trágico), eram escondidos na casa de banho do anfiteatro, enquanto os fotógrafos dos diversos jornais permaneciam na sala.»

O Expresso de 1 de Novembro de 1997, duas semanas após a morte de Júlio Sebastião, traz a notícia seguinte:

"A OESTE NADA IGUAL

Reconstituição do dia-a-dia de Júlio Sebastião, o agricultor que, devido ao seu empenhamento político-social, ficou conhecido por «Che Guevara do Oeste». Retrato de um «anarca de direita», de palavras simples e certeira, que «era capaz de tudo para defender os interesses da região, fosse contra que partido fosse» "

Júlio Sebastião não tinha nada a ver com o PCP e muito menos era membro do Comité Central mas mesmo assim Zita Seabra não só o "viu" no CC como sabia que era "muito bom homem".